O Luis Miguel acredita em tudo que colocam na internet

segunda 27 setembro 2059 61297 ações

O Luis Miguel acredita em tudo que colocam na internet

Ao partilhar mais uma noticia que alguém inventou, sem verificar as fontes, voltamos a acreditar que o mundo pode ser um lugar melhor, que o Trump não vai para presidente e que a Sobretaxa de IRS não existe.
Devemos todos utilizar e partilhar noticias deste tipo, dado que promovemos a alegria contagiante de viver sem consequências, deixando para mais tarde o impacto da realidade.
Ao utilizar os exemplos disponíveis em www.oantagonista.com, na secção de comédia do jornal Publico, O Inimigo Publico, relativamente ao panorama nacional ou www.theonion.com e Empire News, quanto a exemplos internacionais, passamos a gerir expectativas de um modo mais realista, tornado-nos mais insensiveis à dureza da realidade ao qual nos deparamos de uma forma diária.
Mesmo assim, a Google e o Facebook preparam-se para cortar os seus anúncios – a forma de rendimento mais comum de blogs e sites – sempre que detectarem notícias falsas numa das plataformas onde anunciam. A nova política que pode significar um rude golpe nos lucros desse tipo de sites foi anunciada na sequência da proliferação de histórias falsas.

“Vamos restringir a publicação de anúncios em páginas que representam de informação de forma errada, não verificada ou omissa sobre quem publica, sobre o que é publicado ou sobre o principal objetivo do site”, disse Andrea Faville, porta-voz da Google, em comunicado. A mesma fonte adiantou que a Google já estava a trabalhar na tecnologia que possibilita a análise dos sites antes das eleições norte-americanas da semana passada, contudo a impossibilidade de a mesma tecnologia banir os próprios sites de surgirem nas pesquisas ainda foi criticada quando, no dia dos resultados, a pesquisa mais comum quanto aos resultados eleitorais direcionava os utilizadores para um blog que citava informação não verificada. A empresa assumiu o problema e, diz Faville, “continua a trabalhar para melhorar os seus algoritmos”.

Quanto ao Facebook, Mark Zuckerberg garantiu, ontem, que “mais de 99” do que as pessoas encontram na rede social é autêntico. “Acima de tudo, é altamente improvável que histórias falsas tenham alterado o resultado destas eleições, seja numa direção, seja noutra”, comentou, respondendo às críticas que colocaram a rede social no topo das que mais falsas histórias veicularam antes das eleições.

Em última análise, as regras do Google que podem retirar o Adsense aos editores de sites podem de facto ajudar a limitar o número de publicações que procuram facturar graças a notícias falsas, ainda que não as elimine dos resultados das pesquisas, mas resta saber se serão capazes de fazê-lo sem colocar em causa o rendimento de sites sem problemas devido a erros de algoritmo.

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